segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Casamento da Pequena Sereia!

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Você já deve ter ouvido falar da Traci Hines - ela faz vários cosplays fantásticos, canta e é basicamente a personificação da Ariel.
Daí que se Traci Hines fosse casar, não consigo imaginar outra maneira de fazê-lo, se não exatamente como nesse ensaio produzido pela Your Cloud Parade. Traci não casou de verdade ou então essas fotos seriam ainda mais fofas, mas confesso que dei mini-gritinhos internos vendo cada detalhe, como Disney freak e bridezilla in the making que sou.

E você? Se fosse escolher um tema Disney pro seu casamento, qual seria?




quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O Padrão de Beleza é Meu!

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"All About That Bass" já tá na minha seleção do Spotify e o loop é constante. A música de Meghan Trainor, além do ritmo gostozinho, remexeu minhas entranhas e fez lembrar todas as neuras que já tive e de vez em quando, ainda vêm me visitar.

Já está todo mundo cansado de saber como a sociedade nos enfia padrões de beleza goela abaixo, mas vim falar de como isso me afetou por anos e de uma forma tão intrínseca que me fazia odiar meu próprio corpo.

6 anos, só usava maiô.

Durante a infância e boa parte da adolescência, estive acima do meu peso "ideal" e talvez você ache que o meu trauma vem daí, mas não completamente. Eu não me incomodava de ser gordinha, me incomodava de ser grande! Não era nada tão longe do considerado normal, mas ali, no meio da minha turminha, eu era uma das mais altas e mais largas. Nem sei qual é o tamanho padrão de jeans pra alguém de 10 anos porque o meu sempre foi 40. Eu não gostava de ter a bunda grande! Me sentia completamente deslocada.

 A última da direita.

Mesmo que o meu percentual de gordura e massa magra fosse mais equilibrado, ainda acharia ruim. Eu queria ser pequena como os outros! Não queria melhorar o meu corpo, queria outro corpo! Fico alarmada em lembrar disso. Via aquelas mulheres chamadas "mingnons" e ficava triste, tendo certeza que nunca seria daquela maneira e que ninguém me acharia bonita, afinal, eu não achava! 

Toda curvada pra fit in.

Também lembro de querer ter a pele mais clara, traços mais finos e menos pêlos. Ok, algumas dessas coisas são aceitáveis e facilmente alteráveis, mas eu não via isso e ainda me culpava por não já ter nascido certa. Pensava: "Nasci assim, assim é feio. Pronto, acabou."

Isso tudo só começou a mudar quando comecei a me cuidar. Aos poucos, fui lapidando o corpo que nasceu comigo. Não vejo mal nenhum nisso! Se a pessoa se sente bonita gorda, seja gorda. Se se sente bonita loira, seja loira. Se se sente bonita sem maquiagem, não coloque. Mas se quiser fazer regime, pintar o cabelo de vermelho ou sair montada na maquiagem, faça! Se gostar não significa que você não possa se modificar!

Fiquei meio estressada quando, na época do boom do desafio sem maquiagem, muitos ficaram falando como se só quem não usasse maquiagem e mesmo assim saísse "dentro do padrão" na foto fosse bonito de verdade. Perderam todo o foco da campanha, diminuindo ainda mais quem já tinha problemas de auto-estima. Palhaçada! Tenho o direito de me sentir linda quando acordo, sem precisar de comentários dizendo "linda natural" numa foto do instagram, mas se eu quiser vai ter maquiagem, sim! E se reclamar, ainda vai ser à prova d'água, com fator de proteção e saindo diva da piscina!

Still all about that bass.

Parece fácil falar agora, tendo em vista que estou bem dentro dos limites de um padrão de beleza dito normal, mas veja bem: continuo com o meu quadril largo, não sou uma mulher petit como eu achava que devia ser. Descobrir o que eu realmente considerava bonito e não o que era bonito por ser maioria na minha turma do pré ou do cursinho - esse foi um grande desafio! Adequar o meu corpo a esse padrão criado por mim (não pelos outros), melhorar o que realmente achava que deveria ser melhorado, fez eu me gostar mais. Mas só consegui sair da inércia por descobrir que afinal me gostava um mínimo, em primeiro lugar.


Não se iluda, ainda fico frustrada quando não consigo. Estou, por exemplo, há anos brigando com a minha pele pra torná-la melhor e ainda não cheguei no que considero bom, embora já tenho ouvido mil "Bobagem! Sua pele é ótima". Dá licença? Posso querer melhorar? Não estou deprimida com isso, nem com qualquer outra coisa que ainda não me satisfaça em mim. O lance é que eu não desisto e cada passo na direção certa me traz mais felicidade nesse quesito da vida.

Gosto de me cuidar, me sentir mais bonita a cada dia. Sei que todos envelhecemos e criamos rugas, ficamos mais flácidos, mas mesmo no futuro pretendo me amar mais no hoje que no ontem, não importa a idade. E ai de quem me diga o contrário! O padrão de beleza é meu, o problema é meu!