quinta-feira, 24 de outubro de 2013

As Jacas do Instagram

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Quem me acompanha pelas redes sociais da vida sabe que ando tentando incorporar umas escolhas mais saudáveis ao cardápio e me exercitar com disciplina. Volta e meia compartilho o resultado de uma aventura na cozinha no Instagram e a maioria das minhas inspirações culinárias sai de lá mesmo, onde também encontram-se histórias maravilhosas de mulheres ex-gordinhas que agora estão super malhadas. Ver essas transformações é impressionante e encorajador, mas lendo certos comentários, muitas vezes tenho a impressão que a galera tá surtando!
O que mais me assusta é a história da "jaca", nome que dão às nossas amadas gordices: Uma criatura magérrima, toda trabalhada nos músculos, com a dieta super regrada, come meio MM no final de semana e diz que "jacou" e precisa compensar loucamente. Minha vontade é de dar três tapas na cara! Ok, entendo e respeito quem fez reeducação alimentar e prefere não ingerir mais esse tipo de coisa. Entendo, também, que cada um posta o que quer e segue quem achar que deve, mas não tem jeito...estranho toda essa agonia em torno do corpo perfeito, toda essa culpa em dar uma roliçada de vez em quando.
Pior é assistir quem fica deprimido achando que nunca vai conseguir alcançar suas metas porque, afinal, "se fulana pra ser tão magra não pode comer uma bala, eu que comi pão de queijo na casa da minha vó ontem, jamais serei"! Grrr...Não! Cada caso é um caso! Antes de entrar nessas bads tinham que procurar um médico e se conhecer. Descobrir o que funciona pro seu corpo é essencial.
Não sei vocês, mas eu amo comer e já passei da fase de me sentir culpada por engordar durante viagens e afins, quanto mais por comer meio chocolate (ou doce de leite, que é mais ♥).
Já fiz muitas bobagens relacionadas à alimentação antes de alcançar certo equilíbrio. Uma delas me rendeu uma bela crise de gastrite que me impedia de comer quase tudo, outra me fez chegar num peso absurdo pro meu padrão pessoal. Só quando comecei a buscar saúde de verdade é que me encontrei.
Uma hora ou outra estaremos mais comprometidos com dieta - normal. Uma hora ou outra estaremos mais ou menos satisfeitos com nossos corpos - normal. Se você se sente mal com a (falta de) forma física, faça algo a respeito, mas de maneira saudável, cuidando da alimentação e da cabeça. Estranho gente noiada com boa forma, mas também estranho gente que só reclama enquanto come potes e potes de sorvete. Saúde, coerência e vergonha na cara, muito antes de força, foco e fé, ok?

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Maquiagem Rápida e Sem Frescura

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A maioria das meninas que anda pelas internetz em blogs de beleza já deve ter a sua maquiagem básica de cada dia definida, mas vim aqui mostrar como eu faço a minha pras amigas que quiserem pescar alguma ideia ou pra aquelas que ainda não tem a sua. Ninguém mais pode usar a desculpa do "não sei passar sombra" na minha frente, ok? Listinha dos produtos utilizados logo aí abaixo do vídeo! ;)



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

10 Grandes Preocupações da Infância

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Já faz um tempo que desenvolvi essa técnica de pensar em problemas sérios do passado pra ter mais esperança de resolver os do presente, mas eis que nesse clima de fotos de criança brotando por todo lado, me peguei lembrando dos meus grandes dilemas da infância. Conversando com amigos que também compartilharam suas angústias, acabou saindo essa listinha de pérolas:

1) Tinha medo de sair da escola e medo de um dia ter que fazer sexo.

2) Medo dos meus pais se separarem.
Os meus fizeram o favor de separar logo, antes de eu ter esse medo.

3) Meus momentos de mais freak out eram quando eu achava que meus pais estavam demorando muito a chegar e eu já viajava achando que a barca tinha afundado e eles tinham morrido!
Quase todo mundo tinha essa preocupação dos pais morrerem e virarem órfãos.
Geração que assistiu muita Sessão da Tarde.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Sobre Blogs, Barcos e Óculos

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Recomendo ler com a música. ;)


De repente a vida real ficou tão importante, tão difícil, que eu saí do mundo virtual.
Muita gente me incentivou a voltar, muita gente nem reparou que eu sumi, mas o fato é que desde que um verdadeiro mar de tormenta se instaurou por aqui ficou difícil querer qualquer outra coisa que não fosse...paz. Eu não queria mais botas, bolsas e viagens. Nada. Só queria meus sonhos de volta.
Senti uma preguiça sem fim de looks, tendências, dicas, makes, eventos etc. Olhava pra esse mundo e pensava: Que merda vocês estão pensando? Eu tenho mais o que fazer do que me preocupar com isso!
E de fato, eu tinha. Resumindo, porque isso é um blog pessoal, mas ninguém precisa de tantos detalhes assim: Eu me mudei de estado e foi uma das coisas mais difíceis que já fiz na vida, apesar de extremamente recompensadora. Perdi alguém que eu amava absurdamente e foi a coisa mais pesada que já senti na vida. Todos os meus conceitos de família, amor e amizade foram mastigados e vomitados completamente embaralhados na minha cara. Tive um emprego razoavelmente bom, mas que me apagava totalmente como ser humano, o que combinava perfeitamente com o que eu queria fazer - sumir. Namorei, fiquei sozinha, namorei. Chorei tudo que tinha pra chorar e então chorei mais um pouco.
Nem tudo foi ruim o tempo todo e aos poucos, fui me levantando. Fiz planos, viajei, sorri, sorri muito. Voltei a ver bastante graça em botas e bolsas! Era uma vida diferente de tudo que eu já tinha imaginado, mas estava melhorando. Consegui um emprego melhor! Descobri um possível caminho profissional.
Percebi que minha forma de lidar com tudo que é material é que estava errada. Não me entendam mal. Como disse, voltei a achar graça em botas. Inclusive, pensei muitas vezes em voltar com o blog exatamente como era antes. Só que alguma coisa clicou aqui dentro. Apesar de ainda querer muitas coisas, isso já não me angustiava tanto. Minha sede tornara-se muito mais de viver do que de ter. Claro que muitas "vivências" podem ser compradas e dinheiro traz felicidade, sim, mas não entrarei nessa seara.
Depois desse breve momento de céus mais azuis, é óbvio que vieram novas tempestades, novos sorrisos, desemprego, viagens, solidão e amizades. Às vezes ainda tenho vontade de sair correndo e nunca mais parar (três dias sem olhar pra trás, como diriam velhos amigos), mas agora sei que não preciso me esconder ou sumir, que quando as tormentas voltam sempre tem alguém comigo nesse barco, segurando a minha mão e dizendo que vai ficar tudo bem. É uma outra Jana 10 vezes mais forte - o amor próprio. Mas é claro que eu jamais a teria visto sentada ali quietinha sem a ajuda dos meus pares de óculos (amo todos vocês e vocês sabem quem são).
Uma das palavras de ordem da minha geração é "compartilhar" e é bem isso que pretendo fazer por aqui. Registrar e espalhar pelo mundo, a quem interessar possa, um pedacinho desta que vos fala, sem muita afetação, mimimi ou coisas "deusas" porque disso, por enquanto, continuo com preguiça.
De repente a vida real ficou tão importante, tão difícil, que eu voltei pro mundo virtual.